sexta-feira, 21 de junho de 2013
A REVOLUÇÃO DOS 20, 30, 40, 50 E MUITO MAIS
E o assunto da semana foi a revolução dos vinte centavos. Apesar do movimento ter iniciado contra o aumento da tarifa dos ônibus em SP, acredito que tomou proporções maiores que a esperada pelos líderes do Passe Livre, que estão pondo o ego à frente do que de fato está por trás destas manifestações. Como disse o diabo John Milton, vaidade é seu pecado favorito. O que começou de maneira bela,corajosa e tomou conta dos outros estados, corre o risco de criar líderes revolucionários de grife ou novos “Lindenbergs Farias”. O Brasil ainda não acordou, permanece em coma induzido, mas assustou e muito, porque mexeu um dedo, o indicador, fazendo o tradicional sinal que todos conhecem quando queremos mandar alguém para aquele lugar. O Brasil é gigantesco e esta grande e brava minoria, da qual me orgulho de fazer parte e gritar junto, moveu o dedo apenas, mas que sirva para que todos estados unidos mostrem sua total indignação, e assim talvez movamos um braço, uma perna do gigante e possamos chutar para longe vermes que devoram o país, quando este ainda está vivo. São Cachoeiras, Genuínos, Dirceus, Renans, Felicianos entupindo as artérias e devorando a carne covardemente. O mundo assistiu esta recuperação.Já não somos mais o país do samba, do carnaval e do futebol, mas sim um país que pensa e luta por seus direitos. O país arrancou a máscara do "patrimônio da humanidade", Lula, segundo o imbecil Bono Vox, e também da sua escudeira, a rainha das Copas deixando transparente um governo corrupto e mentiroso. Nossos doentes jogados na calçada por falta de atendimento, enquanto hospitais estrangeiros são financiados por nós. Tem lógica? O tal fenômeno diz na maior cara de pau que uma copa se faz com estádios e não hospitais, pois o governo já esta cuidando disto há tempos. O sujeito ou não sabe o que se passa no país ou é "pau mandado" do governo, então das duas maneiras, está na hora de você rever seus conceitos sobre seus ídolos. De outro lado o tal rei, que nunca entendi rei de que, se não há um pingo de nobreza em uma pessoa que renega uma filha legítima até na hora da morte da moça, vem dizer que as movimentações têm de parar,porque a seleção é mais importante. Por favor, há momentos que é melhor calar a boca e deixar pensarem que você é um imbecil, do que abri-la e acabar com a dúvida. Futebol não é importante coisa nenhuma e nunca foi. É uma máquina absurda de fazer dinheiro, comandada por uma máfia. Está na hora de você, acéfalo vestido de verde e amarelo gritando Gol acordar e olhar ao seu redor, porque o governo lhe derruba o tempo e nenhum juiz dá pênalti a seu favor, porque tudo está comprado e com o seu dinheiro. Os jogadores desta tal seleção não estão nem aí para você e para a pátria, pois estão ocupados com o corte de cabelo novo, a Ferrari e a capa da revista. Se FOSSEM de fato BRASILEIROS, estariam juntos com a população nestas manifestações. Mas falta coragem e HUMILDADE, pois corre o risco de perder patrocínios e contratos. Imagine ao apitar início do jogo todos de mãos dadas frente à torcida brasileira, agradecendo com reverência e saindo de campo. ISTO SIM IA MOBILIZAR O MUNDO INTEIRO e daria muito mais a estes "jogadores" do que status e dinheiro no bolso. Mas estes não se importam com um país onde condenados integram a comissão de justiça e tentam reverter o julgamento usando de manobras através de emendas constitucionais inacreditáveis como a tal PEC 37, que aniquilará os poderes investigativos dos promotores do MP, destruindo assim os três poderes. Se informe e verá que não é só por 20 centavos, como imaginam os egocêntricos e oportunistas "líderes". Vinte centavos é o que vale cada político desta nação, cada jornalista comprado, cada assassino solto nas ruas, cada quadradinho de oito, cada programa de auditório...tudo isto vale 20 centavos, já superfaturado. O que importa agora é MUDAR a cara desta nação, pois o momento é este. Que o Brasil desperte do coma e seja belo, forte, impávido colosso e que o futuro espelhe a nossa grandeza.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
MANIFESTO DO EU SOZINHO?
Os editores de George Orwell estão rindo à toa nos EUA, já que sua obra 1984, lançada em 1949, entrou no top de vendas após escândalo de monitoramento nos EUA. No livro, Orwell cria um futuro em que a sociedade é permanentemente vigiada e controlada pela figura do Big Brother. Sim, meu caro leitor, o da TV que tanto se fala mal, foi baseado também na ideia do livro, onde a vida de cada pessoa é filmada 24 horas por dia, para monitoramento de qualquer ação que possa significar risco ao governo totalitário. No dia 06 deste mês, o esquema de vigilância real nos EUA, onde o serviço de inteligência do governo tem acesso aos servidores do Google e Facebook, fora revelado pelos jornais "Washington Post" e "Guardian", após o presidente Barack Obama admitir o monitoramento, inclusive também de telefonemas com a justificativa de combate ao terrorismo. Ficção se tornando realidade? Eu já escrevi diversas vezes aqui sobre Orwell, pois muito do que se passou na cabeça do escritor vem ocorrendo há tempos pelo mundo. No Brasil não é diferente, já que somos dominados pela máquina da propaganda e falsa informação. Esta semana, a mídia, para reforçar a política do medo, expôs vândalos destruindo orelhões, bancas, e muita coisa, durante ato contra aumento da tarifa de transporte público. Assim como você não pode julgar uma torcida por causa de dez imbecis que matam e agridem torcedores de outro time, você não pode julgar um protesto legal contra um abuso do poder público, apenas por causa de retardados mentais que aproveitam estas manifestações para destruir a banca de jornal de um pobre trabalhador, queimar ônibus e depois desta "manifestação", ir para casa se achando Carlos, o Chacal, tomar o seu sucrilhos antes de nanar na sua cama quentinha com lençol dos Power Rangers. Esta na hora de você começar a ver o mundo com seus olhos e não pelas lentes da TV. Você crê que o país dominou a inflação, aí eu pergunto: tens ido ao supermercado? O Big Brother, não o da TV, mas o "companheiro" engana você. Todos os demais governos seguem este trem, onde o que vale é a ilusão de que tudo corre bem, com exceção da violência urbana que não há controle, então quanto mais você temer, pagar impostos, não reclamar e se sentir acuado, melhor...para eles. O Facebook se tornou um grande aditivo mental, onde ideias, opiniões, protestos e manifestações começam a surgir não da caneta de algum marketeiro ou diretor, mas sim de pessoas como você, que hoje tem um grande megafone nas mãos: a internet. Esta manifestação contra o aumento pode ser o inicio de uma nova era. Talvez o Brasil comece a perder a fama do futebol, carnaval e da postura bunda mole que tudo aceita, afinal vivemos num país rico, repleto de recursos, porém com uma classe política da pior espécie com índices alarmantes de corrupção. Seguimos uma justiça falha, protecionista, que passa a mão na cabeça do criminoso e não lhe imputa penas. A polícia, por sua vez, mostrou um grande trabalho, pois em alguns casos, mesmo sendo agredida, não revidou e quando revidou, foi por uma razão simples e clara, já que vandalismo deve sim ter repressão e quem destrói não é manifestante e sim criminoso. Que seja respeitado em todas as esferas, o direito de expressão sem violência. Que seja respeitado o direito de invadir ruas para mostrar a indignação. Não podemos mais tolerar imposições governamentais vindas de um poder corrupto, onde bilhões descem pelo ralo e a população é obrigada a pagar a conta. Que os professores de Juazeiro tenham a mesma coragem e façam manifestações contra o absurdo da redução de salário. Que moradores da cidade de Guarulhos façam manifestações contra o dobro do valor do IPTU. Que o povo do Pará faça protesto para que o prefeito mentecapto e assassino de cães seja preso. Que o governo tenha a humildade de saber que esta lá com um único intuito: administrar o bem público para que todos vivam em boas condições. A utopia de todos é que possamos viver num mundo mais justo, então vamos lutar com nossas forças para que isto ocorra. Um homem sozinho pode não representar nada, mas uma multidão pode significar muito, pode significar a mudança de um país.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
SEXO, BRASIL & SACANAGEM
O Brasil vive uma crise sexual que deixaria até Freud brochado. Na região centro oeste do país, a dor de corno domina as composições musicais, dividindo o espaço monopolizado na mídia com a música funk e suas vaginas pulsantes, turbinadas, depravadas e estúpidas, onde nesta suruba musical generalizada um não vive sem o outro e a poesia que se masturbe solitária pelos cantos. Na TV, o sexo também come (ou é comido) solto num festival de gente sem talento, mas com invejável disposição sexual para conseguir oportunidades. Há os realitys onde sexo oral, vaginal e até um possível estupro já foram estrelas do horário nobre. Os tristes programas de humor são focados em sexo, com desfile de acéfalas anabolizadas semi nuas e diversos clichês temáticos como o corno, a loira burra, o viado, e por aí afora e adentro, para masturbação mental do telespectador. O climax do povo é saber sobre a vida alheia, e melhor ainda quando envolve sexo. Tem ex-jogador famoso que curte se trancar em quarto de motel com travestis; tem cantora baiana que ressuscita a carreira ao assumir gostar de mulher, o que na nossa MPB é quase regra, já que as cantoras fazem questão de serem mais machos que os cantores e estes mais fêmeas que elas, numa dicotomia orgasmática. Desde quando a privacidade entre quatro paredes se tornou tão popular? Nelson Rodrigues dizia que se de fato as pessoas soubessem da intimidade de cada uma, provavelmente nem mais se cumprimentariam nas ruas. Nesta suruba nacional, num raro exemplo de bom senso, o ministro da Saúde recuou e mandou retirar a campanha "Eu sou feliz sendo prostituta", que fazia uma apologia descarada à prostituição. Mas como sacanagem pouca é bobagem, por outro lado, a comissão de finanças aprovou o Estatuto do Nascituro, um dos maiores desrespeitos à mulher que se tem história, onde para se ter uma ideia, ela é obrigada a manter a gestação ocasionada por estupro. Que país é este onde um apunhado de células ainda não formada vale mais do que um ser vivo, criado e violentado duas vezes: pelo estuprador e pelo estado. Vamos torcer para a comissão de Constituição e Justiça abortar esta ideia. Mas um tema sério como este não importa, já que a fofoca sobre a vida sexual dos famosos, importa mais que a vida sexual precoce da sua filha de 14 anos, que você ignora. As bolas da vez, ops, a bola da vez, é o ex-jogador Raí que virou vítima de uma fofoca envolvendo suas preferências sexuais. O que me abala não é o fato do sujeito ser ou não gay, pois isto não deveria ser problema de nínguem, pois cada um cuida da sua vida como achar conveniente. O que é inaceitável é gente de baixa estirpe criar fofocas, inventar situações que difamem de certo modo uma pessoa e ainda serem endossadas por grandes corporações. A ética e a decência foram parar aonde? Raí é gay? Raí não é gay? E daí? O valor que as pessoas infelizmente dão a isto é que acaba elevando o nível da nossa estupidez. Onde foi parar a ética e a decência? Alguém tem visto o bom senso por aí? Será que foi abortado? A cada dia só vejo hipócritas e bandidos se dando bem neste país. Seja medíocre, ordinário e mal caráter e você tem o mundo aos seus pés aqui no Brasil. É lamentável! Nada contra o sujeito ser ou não gay, é evidente, desde que ele seja e assuma isto, mas insinuar algo sobre alguém sem provas e consentimento da pessoa é no mínimo deselegante e porque não dizer, criminoso. Que tal a gente pensar no que de fato prejudica e de verdade a nossa vida, como por exemplo a política? Porque não dar a mesma enfase "jornalística" sobre o patrimônio inexplicável de ex chefes da nação ou da turma dos mensaleiros? Pois já que tudo é sexo neste país, que tal ejacular nossa fúria e expulsar assim da nossa alma e do nosso país estas taras mal resolvidas, toda esta hipocrisia religiosa e de uma forma potente utilizar nosso voto, este falo ereto que há tempos tem vivido flácido, para fecundar de uma vez por todas na nação, o embrião da dignidade? Que possamos criar um país onde haja orgulho em dizer: E aí? Foi bom para você?
sexta-feira, 31 de maio de 2013
PAPA CHICO, PAPA BENTO
E com tantos problemas no mundo, o Vaticano ainda insiste em permanecer no atraso, seguindo na contramão da história. O Papa Chico afirmou recentemente que ateus também vão para o céu. Alguns ortodoxos se assustaram, mas os católicos de boa alma e de boa fé enxergaram com bons olhos a postura do líder liberal e humanista. Aí o Vaticano repudiou a afirmativa em comunicado oficial, dizendo que ateus vão para o inferno. Esta semana, como num jogo de ping pong entre deus e o diabo, em que o ateu é a bolinha, o papa voltou a afirmar que ateus vão para o céu, e nesta lenga-lenga sem o menor sentido, o mundo sim, é que está caminhando para o inferno e ninguém faz nada. Será que uma instituição tão poderosa e rica como a Igreja não tem assuntos mais importantes para discutir, como por exemplo, a fome, a miséria, o trabalho escravo, a pedofilia, ao invés de perder tempo em comprar ingressos para a diabolândia para quem simplesmente não crê no mesmo deus que ela promove? Se houvesse de fato um inferno com um diabão vermelho carregando seu tridente e espetando a bunda de pecadores, não seria mais provável que alguns padres pedófilos ou até o antigo papa Bento XVI, que absolveu e protegeu alguns, inclusive o padre Oliver O'Grady, um verdadeiro monstro, não estariam assim com seu passaporte carimbado já pro inferno? Nas cadeias do mundo inteiro a vasta maioria de sua população crê em deus e quase menos de 1% são de ateus. Assassinos, perdoados após confissão, ganham o céu, mas ateus que nunca fizeram mal a ninguém, as trevas. Huum, interessante a matemática do Vaticano. A mesma que subtrai neurônios da população que crê nestas histórias absurdas e tolas. Vivemos num mundo politeísta, onde vários deuses circulam e é direito de qualquer pessoa crer ou não crer neles. Isto não as faz menores e nem maiores. O que faz uma pessoa boa ou má é o amor que trás em seu coração. Conheço muito ateu, infinitamente mais digno do que religiosos que carregam a bíblia em uma mão e na outra uma faca para te apunhalar nas costas. Admiro e muito a postura do papa Chico, assim como a de João Paulo II, que apesar de todo poder político não perderam a humildade e tiveram a iniciativa de projetar mudanças e quebrar dogmas arcaicos. Não se julga alguém por sua cor, sexualidade, pensamentos ou crença, mas sim sobre seus atos e caráter. Eu me reservo ao direito de crer em um deus que não é o que a bíblia promove. Prefiro crer em um deus de harmonia, de beleza, de paz e sobretudo de amor. Um deus criança e não um deus político, egocêntrico e cruel. Não posso crer em um deus que exige dez por cento dos bens de uma pobre pessoa para em troca lhe dar mais bens. Não posso crer em um deus que exige sacrifício de animais. Não posso crer num deus que explode edifícios ou sequestra aviões para que assim, respeitem suas leis. Vivemos uma nova era e já está mais do que na hora de notarmos que o mundo precisa urgentemente de uma renovação. Não vai chegar um Jesus surfando dos céus. Não vai haver também um julgamento final e uma fila de três bilhões de pessoas sendo julgadas. Já imaginou o quanto de tempo isto levaria? Talvez nem chegasse sua vez, afinal nesta fila todos gostariam de estar no final dela. Deus esta dentro de cada um de nós. O respeito e o amor ainda são as regras básicas para uma sociedade mais justa onde não seja tolerado mais a fome, a miséria, a corrupção, a riqueza descomunal, as guerras, e tantas outras coisas que só nos afastam cada vez mais do arquiteto universal, a quem carinhosamente chamamos de deus, a esta força criadora que está dentro de nós, esperando que a despertemos e assim possamos evoluir e tornar nosso mundo um lugar mais digno de se viver. Palmas para o Papa Chico por dar ao menos o primeiro passo contra a intolerância e quem sabe assim inspirar fiéis e ateus do mundo inteiro de que existe sim um deus e este, meus caros, chama-se amor.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
QUANDO A BOLSA ESTOURAR
Um simples boato sobre o fim do Bolsa Família gerou tumulto e levou 900 mil pessoas às agências da Caixa e causou indisposição no governo. Para tumultuar ainda mais, circula com recordes de visualização na net o vídeo onde uma beneficiária reclama do susto e ainda argumenta que o valor é muito baixo, já que a filha precisa comprar uma calça jeans de trezentos reais e o dinheiro não dá. Bom, ficam aí alguns pontos para discussão, mas eu me pergunto, porque não gasto com roupa há tempos e a última calça jeans que comprei custou quarenta reais e ainda tive de pagar do meu bolso sem auxílio do governo? O bolsa família deveria então mudar para bolsa fashion? Sou só eu que acho que este benefício nada mais é do que uma forma que o PT encontrou de manter eleitores, já que o próprio Lula, também em vídeos na net, em sua campanha para presidente em 2000, era terrivelmente contra este tipo de auxílio, por achar que só serviria para comprar votos, pois a classe "empobrecida" do país pensa pelo estômago e não por ideologias. Bom, creio que a única diferença entre eu e o ex-presidente, fora o patrimônio absurdo dele, está no fato de mudar de ideia mais rápido do que eu, quando o poder lhe sobe à cabeça. Eu sou completamente contra este tipo de auxílio e vantagens. Nunca gostei e nunca aprovei a quota racial de faculdades, pois creio que dai sim nasce o racismo, pois inteligência e pobreza não têm cor. Conheço muito branco favelado sem condições e muito menos vantagens quotistas, sedento para uma chance de estudar. Assim como não concordo com auxílio-reclusão e muito menos com a estúpida bolsa-crack, no valor de R$ 1.350,00, mais do que eu ganho no mês, trabalhando. Onde vamos parar com tanta injustiça? Porque não criar o auxílio-vítima, para que crianças que perderam pais e esposas que perderam maridos, vítimas de criminosos que ironicamente são beneficiários do tal auxílio-reclusão, também não tenham a chance de uma vida no mínimo digna, já que o núcleo da família foi triturado pela violência urbana, por ora financiada pelo estado. E por que não uma bolsa-arte para quem ao invés de se entregar às drogas (o que é uma opção e não doença) faz poesia, música, teatro, para assim ter sentido em sua vida, mesmo por vezes tendo de passar fome. A verdade é que com estes auxílios e bolsas estamos é formando cada vez mais uma nação de vagabundos, criminosos e dependentes, tanto químicos, quanto do poder público, onde se recebe algo por não se fazer nada, enquanto quem trabalha e muito, paga a conta. A propaganda continua a colocar falsas informações nas mentes das pessoas, fazendo com que estas não se interessem pela verdade e endossem o que lhes é vendido. O governo alega que o bolsa família elevou milhões de pobres a um novo patamar, mas qual? Tiveram emprego? Educação? Saúde? Não, continuam sim sendo dependentes do governo, aí a prova de quase um milhão de pessoas entrarem em desespero só com o boato do fim do recurso. Mas e se de fato isto ocorrer um dia? A verdade virá à tona? Eu às vezes penso no cidadão branco, humilde, abstêmio, desempregado e com a ficha policial limpa. É um pobre coitado já que não tem benefício algum por não se encaixar nos padrões estabelecidos pelo governo para quem necessita de auxílio. Está na hora de se criar vergonha na cara. Colocar o congresso e o bando de gente que esta lá torrando rios de dinheiro e ainda criando leis estúpidas como estas, para de fato pensarem de uma vez por todas na nação. Está mais do que na hora de você, leitor, parar de seguir a boiada como um perfeito ruminante acéfalo direto para o abatedouro. Deixar de acreditar na propaganda e pensar por si mesmo. Não fazer parte de estatísticas criadas pelo governo para influenciar idiotas sem conhecimento. Faça você a diferença. Discuta, investigue, reflita, compartilhe, analise e lute pelo que é seu de direito, porque se for aguardar uma Bolsa-Inteligência ou quem sabe um Auxílio-Revolução, morrerá de fome na fila da Caixa à espera de uma esmola governamental em troca da sua preciosa arma: o voto!
sexta-feira, 17 de maio de 2013
EI, VOCÊ AÍ, ME DÁ UM DINHEIRO AÍ...
Na minha insônia diária, eis que ligo a TV para distrair os olhos, não pensar em nada e ver se Morfeu vem enfim me abraçar, mas surge na tela uma figura alta, forte, em cima de um palco, pregando para milhares de pessoas, e como sempre o sujeito fala de dinheiro e claro, pede dizimo. Às vezes fico na duvida se esta pregando a bíblia ou a revista Exame da semana. Aí, eu que jurava que ia conseguir fazer dormir o hamster que vive dentro do meu cérebro 24 horas correndo no arco giratório, me pego, novamente a pensar. Por que o povo não é capaz de enxergar o charlatanismo descarado em nome do pobre Jesus? O tal pastor com jeito de jagunço, chapéu de vaqueiro (!!) e fala mansa, um estilo "mineirês", pede gentilmente que 150 mil pessoas doem apenas 300 reais a ele, para que estas 150 mil prosperem na vida. É isto mesmo que os senhores leram e o que ouvi: o sujeito cobra taxa de sucesso, como se fosse um agiota das vontades divinas. A questão é que não há inocentes em jogos de interesse. As pessoas que dão, entregam os valores, porque também almejam a riqueza e não a paz. O show de calouros continua, quando um sujeito na plateia, canastrão, por sinal, o que sugere a evidência lógica de fazer parte da equipe da turma do "Fé demais não cheira bem", se diz ex-mendigo, ex-viciado em crack, ex-alcólatra e mais uns 20 ex-clichês que você imagina. Mas ao ver o super pastor passar pela rua ele resolveu tocar a canela do mesmo e aí, Fiat Lux, seu mundo começou a prosperar. Juro que a história foi esta e eu não estava dormindo. Aliás, depois disto o próprio Morfeu se enforcou por vergonha alheia e perdi o sono de vez. O ex- mendigo tira do bolso 500 reais e diz: aqui esta metade do meu salário. Graças ao senhor, meu pastor, eu prosperei. E aí, este, faz aquele número de apresentador demagogo de TV, se faz de santo e já emenda na lata, como um Silvio Santos às avessas, que ao invés de gritar quem quer dinheiro, urra quem me dá mais dinheiro e manda: Querem prosperar? Este é o caminho. Era um ex-mindingo (palavras do pastor) e agora vai ser empresário... E a plateia endoidecida grita em extase: aleluia! Foi-se a era do Jesus bom que dividia, agora é a era do que multiplica. Vivemos de fato a era do TER e não mais do SER. O que me admira é um governo corrupto como o nosso e sedento por imposto, isentar todos estes charlatões que milionários prometem até a cura do câncer e do HIV. Realmente dá para se esperar um país digno com pessoas seguindo gente desta estirpe? Porque não colher material destes "moribundos" antes da cura milagrosa, para de fato louvar o nome destes pastores mágicos pelo mundo afora, afinal muita gente necessita destas curas. Não discuto aqui a fé das pessoas e muito menos religião, pois católicos, umbandistas, crentes, etc, todos merecem respeito e sempre o terão de minha parte, o que comento aqui é o descaramento deste culto "Banco Imobiliário". Você acha que Jesus, se vivo fosse, iria ter carros importados na garagem, viagens milionárias, horários na TV, e nos casos mais extremos, como divulgados na mídia, cometeria até estupros com suas fiéis? Não esta na hora de pensar com a cabeça e não com o bolso e chegar a humilde conclusão de que não há canelas mágicas, poções milagrosas e carnês de agenciamento celeste para a prosperidade terrena? Amigos, o bem maior de todos chama-se amor e este é de graça. Se de fato há um céu ou um inferno, creia que seus atos aqui com seu próximo é que contabilizarão seus pontos na sua hora final. O respeito, a dignidade, a fé e acima de tudo o bom senso, este pobre item excluído da cesta básica do cidadão, é o que vão mover você direto para a prosperidade que não a riqueza cantada em uma versão gospel e maquiada do clássico carnavalesco: Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...
sexta-feira, 3 de maio de 2013
EU ACHO QUE O ACHISMO ANDA SE ACHANDO
Eu acho que de tanto as pessoas acharem, o achismo esta tomando conta da cultura do país dos que “se acham”, vocês não acham? Trocadilhos e liberdade poética à parte, o fato é que hoje todo mundo se tornou especialista em algo que não faz a menor ideia. São milhões de técnicos de futebol achando que suas teorias fariam de seu time campeão; são aspirantes a atrizes achando que sabem mais da arte do que a Meryl Streep; apresentadores de TV achando que entendem tudo sobre segurança, educação e alguns achando até que sabem mais de formigas do que um mirmecologista. E todos abaixam a cabeça como se tivessem ouvido a solução dos problemas do mundo. E por falar em soluções, todos acham que o país precisa rever sua constituição retrógrada, e isto é um fato óbvio e não achismo. Que temos que rever punição para criminosos, inclusive corruptos também é fato. Basta dizer que certo bicheiro que estava sendo investigado, foi preso e que mesmo com todas as provas que o fariam apodrecer na cadeia em qualquer país decente no planeta, aqui neste “oba-oba” generalizado, não só foi posto em liberdade, como continuou milionário e semana passada foi parado numa blitz porque até dirigir bêbado o cidadão dirige, ou seja, alguém acha que ele não tem a certeza de que o país foi feito para gente como ele? Gente que não acha, mas que “se acha”! Ultimamente o assunto nacional é a questão da maioridade penal e aí entra o clamor público de “basta” contra a opinião dos pseudo-intelectuais, que acham que sabem tudo, pois são doutores na disciplina “achismo”. O discurso é sempre o mesmo: diminuir a maioridade penal não resolve nada, o que precisamos é de que todos tenham oportunidades. Como é que é? Vamos pegar como exemplo o caso horripilante que daria nojo até ao diabo, da dentista queimada viva. A menina veio de uma família pobre, muito pobre. Como se não bastasse, ainda teve um irmã deficiente, então calculem o quanto uma família como esta sofreu (e sofre) para sobreviver. A menina não roubou, não matou e foi estudar. Sozinha, sem rendimentos, se formou dentista e criou sua oportunidade. Ajudava a comunidade, sustentava a família, levava sua vida honesta de gente pobre, mas decente, até que um bando junto a um menor de dezessete anos e 1,80 de altura resolve rouba-la, mas como só isto não basta, tacam fogo na moça. O “intelectual” diz: ele é uma pobre criança que precisa de ajuda, pois eu, você, todos nós somos culpados pelo que ele fez. Ora, faça-me o favor! Siga o exemplo de nossos irmãos estrangeiros que com toda sua cultura e educação, punem severamente menores criminosos. Na Europa, China, Japão, não há esta moleza daqui. Nos EUA, adolescente de doze anos que comete um crime hediondo é condenado e preso. Será que a gente sabe mais que eles? Porque no nosso país se mata mais do que em guerras como a do Iraque e até mesmo a do Vietnã. Já não passou da hora de rever estas leis ou isto é apenas um “achismo”? E já que o tema é este, o quanto não se perde em achar algo, ao invés de compreender, estudar e concluir. O sujeito rico acha que todo mundo só quer a grana dele; a menina bonita acha que todo mundo só quer sexo; o cara influente acha que todo mundo só quer uma oportunidade de trabalho; a boa moça acha que todo mundo só quer ela para desabafar; o estrangeiro acha que todo mundo só quer sua casa para passar temporada; o empresário acha que todo mundo só quer patrocínio; o genial acha que todo mundo quer roubar sua ideia; o jornalista acha que todo mundo só quer aparecer às custas dele; a modelo acha que só a querem para iluminar uma festinha; a estrela da TV acha que só querem a sua fama; e nestes tantos achismos, alimentamos cada vez mais esta solidão e estupidez do dia a dia. Como seria bom, se ao invés de achar, as pessoas amassem mais! Talvez o mundo fosse um lugar mais feliz e mais seguro para se viver.
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