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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

UM GAROTO PERDIDO?


Desde que Bram Stoker trouxe ao mundo literário a história do príncipe da Valáquia: Vlad Tepes, o empalador, a figura mítica do vampiro fincou uma estaca na cultura e, de lá para cá, nunca mais a abandonou.Perde-se a conta com o número de livros, filmes, séries de TV, peças de teatro e músicas - entre uma infinidade de manifestações culturais - onde o morto vivo sedutor que suga o sangue das pessoas é protagonista.Atualmente, a maior bilheteria dos EUA, para variar, é sobre vampiros. Baseado no best seller “Crepúsculo”, da americana Stephanie Meyer, que descobriu a fórmula para abocanhar (sem trocadilhos) os fãs da série Harry Potter, já que o livro é interessante, envolvente e, mesmo numa atmosfera adolescente, contém diálogos mais maduros do que os livros do pequeno mago. O fato é que histórias sobre vampiros sempre serão uma fórmula certa para o sucesso, especialmente quando as adaptações cinematográficas partem de obras literárias, como o caso do belíssimo Drácula, de Coppola.No filme há um Gary Oldman metamorfósico e, sem dúvida alguma, o maior intérprete do Conde desde a canastrice simpática (e cult) de Bela Lugosi. Não há nem espaço para o maçante e repetitivo Christopher Lee.Mas entre mortos e feridos (neste caso, sempre mortos e feridos, quase sempre com uma estaca no peito), se destacam também outros atores. É o caso do sinistro Max Schreck, por seu Conde Orlok (nome criado numa estratégia de advogados, pois a viúva de Bram Stoker não autorizou a adaptação) no filme Nosferatu, de Murnau - um dos mais assustadores de todos os tempos. Além dele, há também o galã Chris Sarandon como o vizinho sexy e também vampiro no clássico dos anos 80 “A Hora do Espanto”. O assunto é vasto e seria necessária não uma coluna, mas sim um livro par divagar apenas sobre cinema envolvendo o dentuço, que conta ainda com Tom Cruise e Brad Pitt como personagens de Anne Rice (outra milionária com o assunto), a comédia “Dança dos Vampiros”, de Polanski, entre um universo infinito sobre o personagem. Mas já que o assunto é Crepúsculo, ou seja, vampiros para adolescentes, eu ainda fico com o clássico da minha adolescência “THE LOST BOYS – Os Garotos Perdidos”, que com um elenco de estrelas na época, como Jason Patric, Corey Haim, Corey Feldman, Diane West e Kiefer Sutherland, envolvidos numa trama divertida, envolvente e - por que não - assustadora sobre uma família que se muda para uma cidade do interior dos EUA dominada por uma gang de vampiros. Com inúmeras referências de cultura pop, além de uma trilha sonora explosiva, incluindo o clássico People are Strange, do Doors (interpretada por Echo & the Bunnymen) o filme é uma delícia e um clássico eterno de sessão da tarde, assim como Curtindo a Vida Adoidado. Para os fãs do gênero, saiu uma edição especial em DVD com excelente material extra.
Fica a dica também para não esquecerem de acessar o site www.guarulhosweb.com.br e assistir ao Cinelândia Especial VAMPIROS, que gravei ano passado, mas que contém um vasto repertório cinematográfico sobre o assunto. Incluindo este seu jovem e nobre colunista como um vampiro sedutor de botequim. Alguém se habilita a ceder um pescocinho?

sábado, 6 de dezembro de 2008

DESARMANDO JAMES BOND



Meus sete leitores (ou porque não 007, afinal a maioria de vocês agem secretamente no meu blog) leitores, eu confesso sob tortura da Cia e da extinta KGB, que nunca fui fã da série do agente secreto britânico James Bond, portanto não sei se tenho envergadura pra falar sobre os filmes da série, mas o fato é que fui ver Quantum of Solace (sem tradução no Brasil, pois ninguém aqui e nem lá acho que entenderam o título) e mantive minha opinião sobre este tipo de filme: um show de fogos de artifício sem muita novidades, portanto agente por agente eu fico ainda com o divertido Austin Powers. A trama é sempre a mesma desde o início da série: espião britânico com licença para matar, que enfrenta vilões megalomaníacos, transa com mulheres lindíssimas (Bond girls), luta, pula, atira, briga, mas nunca rasga o terno e nem se despenteia entre outras ações que subestimam o cérebro de qualquer pessoa com mais de 110 de QI, mas como o estilo do filme é pipoca e Coca-Cola, ninguém quer pensar mesmo e sim se divertir com as cenas de ação. Bom, aí está o problema! Neste filme especificamente as cenas de ação nada trazem de novo. São perseguições de carro que você já cansou de ver, perseguições de barcos que você já viu e lutas e mais lutas que pra quem já viu três filmes do Van Damme, já decorou a coreografia toda, assim como as de bailarinas de axé. Então pergunto eu: o que leva o povo assistir a mais uma seqüência de um personagem que convenhamos já deu o que tinha que dar? Tudo bem que mesmo não sendo lá estas coisas ainda tem bem mais charme e apelo do que o superestimado Identidade Bourne. O ator Daniel Graig nunca foi um astro de grande expressão, aliás o que ele menos tem é expressão, principalmente facial, mas o corpo sarado e os olhos hipnoticamente azuis ganharam o papel e convenhamos que o fato de ser um 007 marginal, já merece o crédito, pois o Bond de Graig (não é grupo novo de funk) esta bem longe de ser refinado. Está muito mais pra uma mistura de Capitão Nascimento pela truculência misturado com Charles Bronson, pelo desejo desenfreado de matar. Aliás, se existisse lanterninha ainda no cinema era arriscado o pobre senhor levar uma bala no peito, porque nunca vi tanta morte banal e gratuita num filme como eu vi neste. Deveria ter um curta metragem com o Datena antes do início da película. O diretor Marc Foster, dos ótimos “Mais Estranho que a Ficção e “Em Busca da Terra Encantada”, resolveu inovar e abdicou-se do uso de storyboards para as cenas de ação e se você for um cara atento e amante deste segmento, vai ver que não é à toa que titio Spielberg, Michael Bay e James Cameron nunca abriram mão desta importante ferramenta. Na minha modesta opinião, minha avó que era fã do Trinity e Bud Spencer, tinha razão: cada macaco no seu galho! Não imagino Woody Allen dirigindo Bruce Willis num filme onde ele salva o planeta de terroristas com armas letais e muito menos imagino Tarantino dirigindo uma história de amor sobre um casal de imigrantes iugoslavos perdidos na Irlanda, então cada um na sua e Marc Foster deveria continuar com filmes emocionantes e de bons (alguns até excelentes) roteiros e deixar este papo de 007 pra sua majestade: o diretor de filmes de ação! O jargão “Luzes! Câmera! Ação!” deveria ser abolido em alguns casos e automaticamente substituído por “Luzes! Câmera! EMOÇÃO!” Ainda mais na escolha de elenco, porque este vilão de Quantum é a cara do Agostinho (grande Pedro Cardoso) do seriado “A Grande Família” e ainda se veste como o próprio o que dificulta você crer que um homem deste queria comandar o planeta. A não ser que seja o dos Macacos! As Bond Girls também deixam a desejar. É evidente que eu não negaria nenhuma delas a fazer uma visita nua pela minha coluna e programa de TV, mas que estão bem fora do padrão das antigas, o senhor Hugh Hefner que não me deixa mentir. Finalizando a bomba (que James Bond não conseguiu desarmar) o que é aquela música de abertura? Juro que achei que era I-Pod de algum funkeiro dando interferência no sistema de som do cinema, porque era completamente inverossímil com as (belas) cenas dos créditos iniciais. Mais uma sacada de algum gênio do falido mercado fonográfico. É isto. Meu nome é Nunes. Maurício Nunes!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

VOCÊ TEM MEDO DE QUE?



O mestre do suspense, Alfred Hitchcock dizia que para se livrar de seus medos, fazia filmes sobre eles. Como nem todos são cineastas, incluindo Jorge Fernando, o que você faz para se livrar de seus medos? Reza? Dorme de luz acesa? Não vai na casa da sogra nem que lhe paguem? Aliás, quais são os seus medos? Morrer? Ser demitido? Brochar? Ser traído? Virar fã da banda Calypso? Enfim, medo é um sentimento que todo mundo tem, desde o mais covarde dos homens ao mais temido deles, pois a coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo. O medo também desperta sentimentos bons, como a honestidade e o verdadeiro amor. Uma pessoa sob a mira de um revolver conta sempre toda a verdade e desmente suas próprias mentiras. Uma pessoa à beira da morte, revela suas maiores paixões e seus verdadeiros amores. O medo de se perder alguém, também desperta o romantismo, não? Mas medinho gostoso mesmo é aquele no escurinho do cinema, onde a gente sabe que é tudo mentira, mas o sangue gela e a mão da nossa companhia quase quebra de tanto que se aperta. Aquele medo que dá asas aos nossos pés e agente flutua pela sala. O cinema é responsável por alimentar este nosso medo e grandes diretores se renderam à arte de assustar, de apavorar os seus espectadores. Kubrick com seu claustrofóbico Iluminado, Polansky com o quase real Bebê de Rosemary e por aí afora. Mas convenhamos que há anos não surgem filmes assustadores, porém como nem tudo esta perdido esta semana eu fui posto à prova de coragem ao ver o filme REC, uma produção espanhola, que os americanos que não são idiotas, já compraram os direitos e estão lançando o remake com o nome de Quarentena. A história – vamos nos conter no espanhol, porque foi ele que eu vi – beira o documentário lembrando um pouco Bruxa de Blair pela idéia até aquele momento inovadora e agora sim bem aproveitada, neste filme assustador. A trama gira em torno de um documentário sobre os bombeiros, que acaba levando a equipe da TV pra dentro de um prédio onde há uma ocorrência. Para surpresa dos bombeiros, equipe da TV e moradores o prédio é interditado e todos ficam presos lá dentro e claro, a câmera da TV é a nossa visão de tudo. Estamos lá dentro com esta turma. Aí meus caros começa o inferno. Com atores excelentes que de tão convincente chega a ser documental, o filme é uma montanha russa de sustos e de sensações também claustrofóbicas. A direção envolve a platéia a cada cena numa numa teia de mortos vivos, suicídios, desespero, ocultismo, pânico, tudo bem diferente da maioria dos filmes atuais, e pasmem vocês, o final não é idiota e sim a parte mais aterrorizante do filme. A jornalista e o câmera da TV ficam presos num dos quartos, porém sem equipamento de luz usando apenas o nightshot da câmera (visão noturna) e aí desperta-se no espectador o seu medo mais sombrio. A criatura vista na tela é apavorante e mostra que os efeitos técnicos de computação gráfica servem apenas pra deixar o filme pronto pra matinê, pois se quer ter medo mesmo aposente o computador e vamos à criatura REAL. Meus caros sete leitores, eu assisti o filme ao lado de um expert no assunto, meu grande amigo Rubão - diretor de terror considerado o novo Zé do Caixão – e ele me confidenciou que foi o filme mais aterrorizante que ele viu. E posso dizer que o peso desta frase dele é a mesma de uma indicação minha sobre Woody Allen. Não vou falar mais (já falei muito) pra não estragar a surpresa, porque fãs do terror: vão ver esta obra. Inovadora, simples, rápida (80 minutos), mas se entrar na história dá pra se levar uns bons sustos. Esta sensação, o medo, deve ser apreciada também, assim como a sensação do prazer, da dor, da alegria, do orgasmo, pois a cada sensação desta nos sentimos vivos e desta forma nos tornamos melhor em algum aspecto, ao notar que a vida vale a pena e que ter medo do escuro é absolutamente normal, o que é imperdoável é termos medo da luz. Arrepiem-se!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O ÚLTIMO DOS MOICANOS



Meus caros sete leitores, será que algum de vocês vai ler esta coluna neste feriado lindo de sol? Aliás nunca entendi porque existe este feriado, afinal de contas acho que brancos, amarelos e vermelhos também tem consciência e por motivo de igualdade racial, tão falada por algumas raças, deveriam então todos terem seu dia ou porque não o dia da Consciência Racial, seja ela para brancos, amarelos, negros, verdes, etc...Mas como sempre, melhor deixar isto pra outra coluna quem sabe, acrescida até da questão de quota de universidade, outra estupidez aceita em função de tal consciência. Acredito que em universidades públicas vença sempre os mais capacitados e mais inteligentes, indiferente de cor e credo, afinal a pobreza não escolhe cor então há brancos, amarelos (sim, meus caros, tem japonês em escola pública também e que pasmem vocês: passa na USP sem necessidade de tal quota) e índios fora do ensino particular, portanto com menos chance também de entrar, mas melhor eu me calar, afinal qualquer opinião inteligente e polêmica sobre temas desta espécie pode ser levado como preconceito, palavra esta que eu abomino em todas as raças. A quota das universidades não seria uma espécie de pré-conceito? E o dia do Índio? Porque não é mais feriado? Além de perderem todas suas terras e viverem à margem da extinção, perderam também a tal “consciência”? Porque não um feriado em homenagem à cultura racial, sem preconceitos? Afinal todas as raças tiveram e tem sua contribuição pro mundo e todas sofreram também horrores neste mundo, afinal dizem (ao menos o Livro Sagrado) que um certo Jesus (branco), foi perseguido, torturado e crucificado, por pregar o amor. Milhares de japoneses (amarelos) foram dizimados com a bomba de Hiroshima, milhões de judeus (brancos) assassinados por um imbecil racista que assim como a OMO achava que seu branco era mais branco que outros brancos. Os índios americanos então nem se fala, ainda mais num certo país descoberto há 500 anos atrás onde os pobres pele-vermelhas sofreram todo tipo de abuso até serem praticamente extintos. E claro, a raça negra com toda sua cultura que até hoje nos é de extrema importância, serem tratados como escravos e moedas de troca. Passagens estas horríveis e que esperamos que NUNCA mais voltem, portanto, declaro aqui de novo o dia da CONSCIÊNCIA RACIAL, seja ela branca, amarela, negra, lilás, azul com bolinhas roxas, não importa, pois o sangue que corre nas veias e que no final desta estupidez é quase sempre derramado, sempre será VERMELHO! Mas a coluna não é de cinema, meu bom Deus? Putz, é mesmo...Então, com respeito ao título da coluna, nosso último dos moicanos é ele, o mestre: senhor Woody Allen. Fui ver, na estréia, claro, Vicky Cristina Barcelona e novamente o velhinho prova de que é o maior diretor de cinema de todos os tempos ainda em atividade. A cada filme Woody se renova e surpreende sua platéia. Nesta comédia romântica com toques dramáticos, toda filmada em Barcelona, a pedido do governo Espanhol que custeou a película, Allen leva à platéia pra dentro de um triângulo (quase quadrilátero) amoroso pelas bucólicas paisagens da bela Barcelona. Javier Barden prova que é um grande astro e seduz a platéia feminina como Juan Antonio, um pintor que se envolve com a casta e fiel (até a página dois) Vicky -interpretada pela bela esguia Rebecca Hall- e por Cristina, na pele da atual musa do diretor, a curvilínea Scarlett Johansson. Mas a surpresa maior do filme, além das sete reviravoltas que o roteiro dá - só Woody Allen sabe fazer isto sem perder o ritmo do filme- é a brilhante atuação de Penélope Cruz no papel de Maria Elena, ex-mulher de Juan Antonio, absolutamente neurótica e com toques de Frida Kahlo. Penélope está linda e rouba todas as cenas que aparece, proeza esta que a atriz só conseguia pelas mãos do seu mentor, Pedro Almodóvar e agora com Woody Allen. Aliás, por falar nos dois diretores, recentemente pelo meu aniversário (nenhum leitor mandou presentinho) ganhei dois livros interessantes: Conversas com Almodóvar e Conversas com Woody Allen. Apesar da falta de originalidade das editoras para os títulos quase homônimos, o que não falta no conteúdo é originalidade, criatividade e uma verdadeira aula sobre cinema e sobre a vida, na visão destes dois grandes homens. Fica a dica para este feriado! Deitar na grama ao lado de quem se ama, lendo um bom livro e pensando no Obama! Versinho pobre, mas simples pra lembra-nos de que o mundo será comandado por um homem negro, num país onde não há quotas para aqueles que se considerem inferiores de alguma forma. Viva a raça negra! Viva a raça branca! Viva a raça HUMANA! E que um dia, muito em breve, todos possamos ser iguais. Fecho a coluna com uma bela frase de um belo homem: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra.”

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

OBAMA: ENTRE O CÉU E O INFERNO



Obama nas alturas!Os EUA realmente impressionam o mundo dia após dia. Quem diria que em um país preconceituoso e com diversas facções racistas espalhadas dentro dele, um muçulmano negro com nome de Hussein Obama seria o novo senhor do mundo? Será influência do Morgan Freeman que já foi Presidente dos Estados Unidos e Deus -o que aliás seria redundância – ou realmente o país apostou na mudança e no fim da traumática era Bush? O fato é que o carisma e o sorriso “sincero” de Obama conquistaram não só os americanos como o mundo inteiro e convenhamos que para os negros a vingança demorou mas veio, já que na eleição fraudulenta de BUSH milhares deles foram PROIBIDOS de votar, num país que preza a liberdade, tanto que o voto, diferente daqui não é obrigatório. Já surgem rumores e teorias de conspiração de que segundo previsões de Nostradamus, "o último papa do mundo seria negro e fugiria de sua cidade após uma invasão muçulmana...” ou além disto, segundo estudiosos das Escrituras Sagradas, o Anticristo surgirá em meio às crises mundiais existentes, de forma que sua aparição surpreenderá o mundo. Seu governo se tornará, em um curto espaço de tempo, num forte governo mundial, unificando com sucesso todos os blocos de relações econômicas e políticas existentes no momento. Com a finalidade de trazer a paz, será reconhecido e aceito, e combaterá as crises mundiais implantando um largo sistema de integração financeira: o sistema 666 de compra e venda. Será neste momento que ele descumprirá o seu trato e se voltará para Jerusalém, no lugar do antigo templo, para lá por o seu trono e exigir ser adorado como Deus, ou presidente dos EUA –opa, mais uma redundância?- e comandará o planeta e claro, a América que já teve líderes assassinados, líderes escorraçados, líderes tragicamente engraçados e agora líderes solitários, solidários e assustadoramente carismáticos. Fala a verdade? Que belo enredo de filme ou de livro do Dan Brown! Obama é o personagem ideal, escrito pra um filme de invasão extraterrestre ou de fenômenos da natureza, onde o presidente salva o mundo.Ele é o verdadeiro anti-herói. O rejeitado, cuspido e ignorado pela história que na maior zebra que a América conheceu, dá a volta por cima e dá luz a um novo caminho no mundo. Nosso salvador...Huuuummm...Ok, mas que tal voltarmos toda a fita e deixar agora a cargo de outra direção mais realista, esta película? E se mr. Obama por trás de sua pele negra castigada pelo preconceito esconde um americano branco comedor de bacon, com seus olhos azuis e sua espingarda licenciada na mão direita? Não é cedo demais para acharmos que só por ser um homem vindo da minoria, vá lutar pelos mais desfavorecidos? Não vimos história parecida num país da América do Sul? Uma espécie de filme dublado desta mesma história? Se realmente ele for um idealista e salvador, quem garante que não seja assassinado? Será que por trás de sua solidão de paladino não se escondem interesses de grandes corporações? Afinal como este homem salvaria a economia americana, sem envolvimento de grandes capitalistas? O único fato indiscutível desta história é que qualquer presidente eleito seria melhor que Bush, ou seu clone McCain, portanto repito: ainda é cedo pra darmos cinco estrelas pra este filme que pode ganhar uma framboesa de ouro em poucos anos. Só nos resta esperar pra ver. Mudanças sempre são boas, mas devemos lembrar que temos antes de mais nada nos tornar a mudança que queremos ver no mundo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ROCKANDROLLA NA CAMA COM MADONNA




Seguindo a tese do “ladrão que rouba ladrão”, que nada tem a ver com a coligação de partidos políticos e absolvições de Comissão de ética do Senado, Guy Richie criou seu estilo único de fazer filmes bacanas. Em sua nova película "Rock'n'Rolla - A Grande Roubada", o diretor novamente explora os interesses contrariados de vários personagens do submundo, cujas histórias vivem se cruzando dentro de uma Londres repleta de sangue, adrenalina e muito rock and roll. A direção de Richie é moderna, dinâmica, ágil e extremamente inteligente, com diálogos espertos e situações engraçadas, enquanto vai pintando ao público as cenas que correm paralelamente à trama. Esta faceta fez com que a crítica mundial considerasse o diretor como uma das maiores apostas do mercado após o sucesso de seu divertido e interessante “Jogos, trapaças e dois canos fumegantes”, seguido por “Snatch – Porcos e Diamantes”. O ponto comum dos dois filmes é que neles não há mocinhos e os ladrões são atraentes, inteligentes e cultos, seja cultura Pop ou seja cultura clássica. A escorregada na promissora carreira de Richie foi o fracasso de seu filme “Destino Insólito”, junto de sua atual ex-esposa Madonna. Mas parece que o inglês se recuperou do trauma, agora com o lançamento do divertido Rock'n'Rolla, lançado às vésperas do seu divórcio conturbado com a cantora Pop, que daria um roteiro melhor do que o filme que fez com a ex. Desta vez, Guy se transformou num de seus personagens, usando toda vigarice possível para ganhar em cima de alguém poderoso(a). O mais interessante é que os roteiros de Richie tratam de pessoas que mesmo com todo poder do mundo são sugestionáveis e frágeis em alguns aspectos, e daí traídas por suas emoções, assim como uma certa cantora POP desejada por todos e execrada pelo diretor, que inclusive em declarações nada educadas para um londrino, afirmou que fazer sexo com Madonna era como abraçar um monte de cartilagem e que chegaram inclusive a ficar 18 meses sem sexo. Quer dizer, sem sexo entre eles evidente, pois seria impossível imaginar um diretor de sucesso, que Madonna divulgou para o mundo como o melhor homem que já teve na cama, ficar em estado celibatário. O mesmo diria, claro, da cantora sexy que já chocou Roma, brigou com Papa, lançou livro erótico, documentário falando sobre sua vida sexual, filmes onde mostrava-se nua fazendo sexo selvagem, entre outras facetas da não tão jovem, mas ainda bela loira, também ficar sem sexo.
O multibilionário Donald Trump, assim como os gangsters dos filmes de Richie subjulgou Madonna como sendo uma estúpida por não fazer acordo pré-nupcial com o ex e agora com a separação, ter que dividir sua fortuna, estimada em 500 milhões de dólares. Guy provou ser o melhor personagem de seus roteiros e sairá desta bem melhor do que entrou, já Madonna escreve mais uma linha em sua triste vida sentimental, onde entre seus amores, já foi espancada por Sean Pean, depois ignorada por Antonio Banderas, deixando claro que beleza, poder e fama podem não representar absolutamente nada, e que os homens inteligentes pouco se importam com máquinas de sexo e buscam uma mulher normal que apenas ame e seja amada, afinal Sean e Banderas estão bem casados até hoje por mais de uma década com suas respectivas esposas e Madonna, a Sexy Machine, a Hard Candy, passando por mais uma desilusão e provando ao mundo que sexo pode ser bom e acabar logo como uma música POP, mas o verdadeiro amor pode perdurar por longos e longos anos assim como um filme CULT. Desta vez a moça tão Erótica e tão esperta encerrará este filme iludida Like a Virgin.