sexta-feira, 21 de junho de 2013

A REVOLUÇÃO DOS 20, 30, 40, 50 E MUITO MAIS

E o assunto da semana foi a revolução dos vinte centavos. Apesar do movimento ter iniciado contra o aumento da tarifa dos ônibus em SP, acredito que tomou proporções maiores que a esperada pelos líderes do Passe Livre, que estão pondo o ego à frente do que de fato está por trás destas manifestações. Como disse o diabo John Milton, vaidade é seu pecado favorito. O que começou de maneira bela,
corajosa e tomou conta dos outros estados, corre o risco de criar líderes revolucionários de grife ou novos “Lindenbergs Farias”. O Brasil ainda não acordou, permanece em coma induzido, mas assustou e muito, porque mexeu um dedo, o indicador, fazendo o tradicional sinal que todos conhecem quando queremos mandar alguém para aquele lugar. O Brasil é gigantesco e esta grande e brava minoria, da qual me orgulho de fazer parte e gritar junto, moveu o dedo apenas, mas que sirva para que todos estados unidos mostrem sua total indignação, e assim talvez movamos um braço, uma perna do gigante e possamos chutar para longe vermes que devoram o país, quando este ainda está vivo. São Cachoeiras, Genuínos, Dirceus, Renans, Felicianos entupindo as artérias e devorando a carne covardemente. O mundo assistiu esta recuperação.
Já não somos mais o país do samba, do carnaval e do futebol, mas sim um país que pensa e luta por seus direitos. O país arrancou a máscara do "patrimônio da humanidade", Lula, segundo o imbecil Bono Vox, e também da sua escudeira, a rainha das Copas deixando transparente um governo corrupto e mentiroso. Nossos doentes jogados na calçada por falta de atendimento, enquanto hospitais estrangeiros são financiados por nós. Tem lógica? O tal fenômeno diz na maior cara de pau que uma copa se faz com estádios e não hospitais, pois o governo já esta cuidando disto há tempos. O sujeito ou não sabe o que se passa no país ou é "pau mandado" do governo, então das duas maneiras, está na hora de você rever seus conceitos sobre seus ídolos. De outro lado o tal rei, que nunca entendi rei de que, se não há um pingo de nobreza em uma pessoa que renega uma filha legítima até na hora da morte da moça, vem dizer que as movimentações têm de parar,
porque a seleção é mais importante. Por favor, há momentos que é melhor calar a boca e deixar pensarem que você é um imbecil, do que abri-la e acabar com a dúvida. Futebol não é importante coisa nenhuma e nunca foi. É uma máquina absurda de fazer dinheiro, comandada por uma máfia. Está na hora de você, acéfalo vestido de verde e amarelo gritando Gol acordar e olhar ao seu redor, porque o governo lhe derruba o tempo e nenhum juiz dá pênalti a seu favor, porque tudo está comprado e com o seu dinheiro. Os jogadores desta tal seleção não estão nem aí para você e para a pátria, pois estão ocupados com o corte de cabelo novo, a Ferrari e a capa da revista. Se FOSSEM de fato BRASILEIROS, estariam juntos com a população nestas manifestações. Mas falta coragem e HUMILDADE, pois corre o risco de perder patrocínios e contratos.
Imagine ao apitar início do jogo todos de mãos dadas frente à torcida brasileira, agradecendo com reverência e saindo de campo. ISTO SIM IA MOBILIZAR O MUNDO INTEIRO e daria muito mais a estes "jogadores" do que status e dinheiro no bolso. Mas estes não se importam com um país onde condenados integram a comissão de justiça e tentam reverter o julgamento usando de manobras através de emendas constitucionais inacreditáveis como a tal PEC 37, que aniquilará os poderes investigativos dos promotores do MP, destruindo assim os três poderes. Se informe e verá que não é só por 20 centavos, como imaginam os egocêntricos e oportunistas "líderes". Vinte centavos é o que vale cada político desta nação, cada jornalista comprado, cada assassino solto nas ruas, cada quadradinho de oito, cada programa de auditório...tudo isto vale 20 centavos, já superfaturado. O que importa agora é MUDAR a cara desta nação, pois o momento é este. Que o Brasil desperte do coma e seja belo, forte, impávido colosso e que o futuro espelhe a nossa grandeza.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

MANIFESTO DO EU SOZINHO?

Os editores de George Orwell estão rindo à toa nos EUA, já que sua obra 1984, lançada em 1949, entrou no top de vendas após escândalo de monitoramento nos EUA. No livro, Orwell
cria um futuro em que a sociedade é permanentemente vigiada e controlada pela figura do Big Brother. Sim, meu caro leitor, o da TV que tanto se fala mal, foi baseado também na ideia do livro, onde a vida de cada pessoa é filmada 24 horas por dia, para monitoramento de qualquer ação que possa significar risco ao governo totalitário. No dia 06 deste mês, o esquema de vigilância real nos EUA, onde o serviço de inteligência do governo tem acesso aos servidores do Google e Facebook, fora revelado pelos jornais "Washington Post" e "Guardian", após o presidente Barack Obama admitir o monitoramento, inclusive também de telefonemas com a justificativa de combate ao terrorismo. Ficção se tornando realidade? Eu já escrevi diversas vezes aqui sobre Orwell, pois muito do que se passou na cabeça do escritor vem ocorrendo há tempos pelo mundo. No Brasil não é diferente, já que somos dominados pela máquina da propaganda e falsa informação. Esta semana,
a mídia, para reforçar a política do medo, expôs vândalos destruindo orelhões, bancas, e muita coisa, durante ato contra aumento da tarifa de transporte público. Assim como você não pode julgar uma torcida por causa de dez imbecis que matam e agridem torcedores de outro time, você não pode julgar um protesto legal contra um abuso do poder público, apenas por causa de retardados mentais que aproveitam estas manifestações para destruir a banca de jornal de um pobre trabalhador, queimar ônibus e depois desta "manifestação", ir para casa se achando Carlos, o Chacal, tomar o seu sucrilhos antes de nanar na sua cama quentinha com lençol dos Power Rangers. Esta na hora de você começar a ver o mundo com seus olhos e não pelas lentes da TV. Você crê que o país dominou a inflação, aí eu pergunto: tens ido ao supermercado? O Big Brother, não o da TV, mas o "companheiro" engana você. Todos os demais governos seguem este trem, onde o que vale é a ilusão de que tudo corre bem,
com exceção da violência urbana que não há controle, então quanto mais você temer, pagar impostos, não reclamar e se sentir acuado, melhor...para eles. O Facebook se tornou um grande aditivo mental, onde ideias, opiniões, protestos e manifestações começam a surgir não da caneta de algum marketeiro ou diretor, mas sim de pessoas como você, que hoje tem um grande megafone nas mãos: a internet. Esta manifestação contra o aumento pode ser o inicio de uma nova era. Talvez o Brasil comece a perder a fama do futebol, carnaval e da postura bunda mole que tudo aceita, afinal vivemos num país rico, repleto de recursos, porém com uma classe política da pior espécie com índices alarmantes de corrupção. Seguimos uma justiça falha, protecionista, que passa a mão na cabeça do criminoso e não lhe imputa penas. A polícia, por sua vez, mostrou um grande trabalho, pois em alguns casos, mesmo sendo agredida, não revidou e quando revidou, foi por uma razão simples e clara, já que vandalismo deve sim ter repressão e quem destrói não é manifestante e sim criminoso.
Que seja respeitado em todas as esferas, o direito de expressão sem violência. Que seja respeitado o direito de invadir ruas para mostrar a indignação. Não podemos mais tolerar imposições governamentais vindas de um poder corrupto, onde bilhões descem pelo ralo e a população é obrigada a pagar a conta. Que os professores de Juazeiro tenham a mesma coragem e façam manifestações contra o absurdo da redução de salário. Que moradores da cidade de Guarulhos façam manifestações contra o dobro do valor do IPTU. Que o povo do Pará faça protesto para que o prefeito mentecapto e assassino de cães seja preso. Que o governo tenha a humildade de saber que esta lá com um único intuito: administrar o bem público para que todos vivam em boas condições. A utopia de todos é que possamos viver num mundo mais justo, então vamos lutar com nossas forças para que isto ocorra. Um homem sozinho pode não representar nada, mas uma multidão pode significar muito, pode significar a mudança de um país.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

SEXO, BRASIL & SACANAGEM

O Brasil vive uma crise sexual que deixaria até Freud brochado. Na região centro oeste do país, a dor de corno domina as composições musicais, dividindo o espaço monopolizado na mídia com a música funk e suas vaginas pulsantes, turbinadas, depravadas e estúpidas, onde nesta suruba musical generalizada um não vive sem o outro e a poesia que se masturbe solitária pelos cantos. Na TV, o sexo também come (ou é comido) solto num festival de gente sem talento, mas com invejável disposição sexual para conseguir oportunidades. Há os realitys onde sexo oral, vaginal e até um possível estupro já foram estrelas do horário nobre. Os tristes programas de humor são focados em sexo, com desfile de acéfalas anabolizadas semi nuas e diversos clichês temáticos como o corno, a loira burra, o viado, e por aí afora e adentro, para masturbação mental do telespectador. O climax do povo é saber sobre a vida alheia, e melhor ainda quando envolve sexo. Tem ex-jogador famoso que curte se trancar em quarto de motel com travestis; tem cantora baiana que ressuscita a carreira ao assumir gostar de mulher, o que na nossa MPB é quase regra, já que as cantoras fazem questão de serem mais machos que os cantores e estes mais fêmeas que elas, numa dicotomia orgasmática. Desde quando a privacidade entre quatro paredes se tornou tão popular? Nelson Rodrigues dizia que se de fato as pessoas soubessem da intimidade de cada uma, provavelmente nem mais se cumprimentariam nas ruas. Nesta suruba nacional, num raro exemplo de bom senso, o ministro da Saúde recuou e mandou retirar a campanha "Eu sou feliz sendo prostituta", que fazia uma apologia descarada à prostituição. Mas como sacanagem pouca é bobagem, por outro lado, a comissão de finanças aprovou o Estatuto do Nascituro, um dos maiores desrespeitos à mulher que se tem história, onde para se ter uma ideia, ela é obrigada a manter a gestação ocasionada por estupro. Que país é este onde um apunhado de células ainda não formada vale mais do que um ser vivo, criado e violentado duas vezes: pelo estuprador e pelo estado. Vamos torcer para a comissão de Constituição e Justiça abortar esta ideia. Mas um tema sério como este não importa, já que a fofoca sobre a vida sexual dos famosos, importa mais que a vida sexual precoce da sua filha de 14 anos, que você ignora. As bolas da vez, ops, a bola da vez, é o ex-jogador Raí que virou vítima de uma fofoca envolvendo suas preferências sexuais. O que me abala não é o fato do sujeito ser ou não gay, pois isto não deveria ser problema de nínguem, pois cada um cuida da sua vida como achar conveniente. O que é inaceitável é gente de baixa estirpe criar fofocas, inventar situações que difamem de certo modo uma pessoa e ainda serem endossadas por grandes corporações. A ética e a decência foram parar aonde? Raí é gay? Raí não é gay? E daí? O valor que as pessoas infelizmente dão a isto é que acaba elevando o nível da nossa estupidez. Onde foi parar a ética e a decência? Alguém tem visto o bom senso por aí? Será que foi abortado? A cada dia só vejo hipócritas e bandidos se dando bem neste país. Seja medíocre, ordinário e mal caráter e você tem o mundo aos seus pés aqui no Brasil. É lamentável! Nada contra o sujeito ser ou não gay, é evidente, desde que ele seja e assuma isto, mas insinuar algo sobre alguém sem provas e consentimento da pessoa é no mínimo deselegante e porque não dizer, criminoso. Que tal a gente pensar no que de fato prejudica e de verdade a nossa vida, como por exemplo a política? Porque não dar a mesma enfase "jornalística" sobre o patrimônio inexplicável de ex chefes da nação ou da turma dos mensaleiros? Pois já que tudo é sexo neste país, que tal ejacular nossa fúria e expulsar assim da nossa alma e do nosso país estas taras mal resolvidas, toda esta hipocrisia religiosa e de uma forma potente utilizar nosso voto, este falo ereto que há tempos tem vivido flácido, para fecundar de uma vez por todas na nação, o embrião da dignidade? Que possamos criar um país onde haja orgulho em dizer: E aí? Foi bom para você?