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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A CANÇÃO DO ÓDIO NÃO ESTÁ AFINADA COM A VIDA

Uma das principais bandas punks do mundo, os Ramones, contagiaram plateias com suas canções simples, diretas e repletas de uma energia luminosa que dominava qualquer espaço
que o grupo praticamente independente e fora dos padrões do mainstream resolvia atacar. Coincidência ou não, a energia que circulava dentro da banda não era das melhores e uma briga eterna entre os dois líderes do grupo, implodiu a carreira da banda e a vida da dupla. Joey, o vocalista, sempre foi um sujeito tímido, discreto, recatado, o oposto do guitarrista Johnny, rebelde, anarquista e que nunca aceitou muito o cantor na banda, mas diferente de outras rixas do rock, desta rivalidade surgiram grandes discos, shows, clips e tudo o mais que uma banda tem a oferecer a seus fãs. Certa vez, Linda, a namorada de Joey o trocou pelo guitarrista e o abismo entre os músicos ficou ainda maior. Ambos morreram sem nunca mais se falar em vida,
mesmo dividindo palcos por longos anos. Astros que destruíram suas vidas com overdose de um veneno bem pior do que o crack, a heroína ou a cocaína: o rancor. Em recente visita ao Brasil, o ex-baterista da banda, Marky Ramone, ao ser questionado sobre esta trágica história envolvendo os dois membros de sua banda, respondeu: “Eu sempre tentava reuni-los, fazê-los rir, promover a paz e a amizade entre eles. Mas era difícil. Quando o Joey estava no hospital eu liguei para o Johnny e disse que ele tinha que vir fazer uma visita. O Johnny disse Não me importo, não gosto dele, não vou me dar o trabalho de ir até aí. Até que ele morreu, logo depois disso. Foi aí que o Johnny ficou doente. Na minha opinião a mágoa que um tinha pelo outro foi o que causou o câncer deles. Eu sempre acreditei nisso. Quando você tem pensamentos negativos por alguém isso te devora. Foi por isso que eles morreram cedo.”
Sábias palavras numa mensagem tão simples quanto as músicas que fizeram dos Ramones uma das mais emblemáticas bandas de rock. E você, nobre leitor? Algum sentimento negativo assim esta te devorando? Guardar ressentimento é como tomar um veneno, esperando que a outra pessoa morra. A ferida de uma decepção sangra e muito, mas com o tempo temos de deixar cicatrizar. A marca na alma fica para que nos sirva de aprendizado de que o mundo nem sempre é um lugar bacana para se viver e as pessoas nem sempre também merecem nossa confiança, mas jamais deixar a ferida aberta e o mau cheiro do ódio tomar conta de nosso coração. Perdoar não quer dizer deixar de ser cauteloso. O tempo é curto e precioso demais para se guardar mágoas de alguém. Às vezes as pessoas erram por insegurança, ignorância e em outras por sentimentos negativos, ruins,
que só dizem respeito a elas e acredite, o mal de alguma maneira retornará a elas com ou sem o seu perdão ao ser atingido, então limpe-se você desta chuva de lama e faça a sua parte por um mundo melhor e uma vida mais bela: perdoe. Seja tolerante sempre, mas não estupido. Perdoar não é ser enganado o tempo todo, humilhado e depois sorrir. Perdoar é livrar-se deste fardo e deixar a sua vida fluir, como deve, curtindo cada momento e cada sensação como se fossem as últimas. É sempre bom conhecer novas pessoas, mas também é gratificantes começar a observar as que você já conhece e tentar de alguma forma compreende-las antes de julga-las. A real felicidade consiste em gastar nossas energias com um propósito e não com bobagens.
Brigas, discussões, devaneios, são geradores de energia negativa, sem cor e sem nutrientes para uma vida saudável. Use a paleta da tolerância e do perdão para pintar com belas cores o seu dia a dia, a sua vida, afinal já dizia uma canção popular de que é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã, porque na realidade, de fato, nunca se tem certeza de que haverá. Onde quer que você esteja, esteja por inteiro. Não ame pela metade. Viva o agora, o hoje e seja feliz, pois o resto não vale a pena.

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