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sexta-feira, 4 de julho de 2008


RAMBOTOX Vs. SR. WILSON

Ele está de volta! Não é o boêmio, não é o RPM (para sua sorte), nem tão pouco um dos escândalos do governo ou a tuberculose que infelizmente está de volta ao país.

Falo da volta dele, meus 7 leitores: Mr. Silvester Stallone, vulgo Sly, em mais um de seus ícones do cinema: o veterano de guerra JOHN RAMBO, atendendo também como RAMBOTOX.

Desta vez o filme é muito mais violento (aliás, o filme mais violento dos últimos anos) e com muitas bombas. Inclusive as que Stallone carregava na mala quando foi detido na Austrália por porte de drogas. A pena quase se agravou, pois havia na bagagem o roteiro original de Rocky 5 e um DVD de Rambo 3, contendo cenas deletadas, o que foi considerado porte de drogas de alta periculosidade. Convenhamos que Stallone está sexy...sagenário! Afinal, ele está com 60 anos porém inteirão, até porque uma malhação, boca fechada e algumas ampolas proibidas de hormônio sempre dão um jeito, mas o rosto não tem muita salvação, né? Ainda mais quando o sujeito tem um olho de peixe morto e a boca torta, não existe solução a não ser o BOTOX! Tudo bem que o Botox faz com que a pessoa perca a expressão facial, mas já que esta nunca foi mesmo uma arma de Stallone em seus filmes, tudo é válido, apesar de que, desta vez, ele pegou mais pesado do que seu supino matinal.

Se Sly continuar a linha de seqüências de filmes, Rocky vai lutar em breve contra o Dr. Robert Ray, o famoso Dr. Beleza, valendo uma aplicação de Botox fiado. Eu disse FIADO, seu Genivaldo! Para manter o meu sétimo leitor, tenho sempre de ler a coluna a ele, e como está ficando surdo, acaba ocorrendo este tipo de confusão.

Voltando ao filme, a Adrian pode ser interpretada pela Ângela Bismarck (nas cenas de flash-back) e Ana Maria Brega (cenas atuais), e como o treinador da luta, claro, o Mr. Plastic Man: MICHAEL JACKSON. Vai ser um festival de BOTOX! Por sua vez, Rambo 5 poderá ter o subtítulo de “Virgem de 60 anos”, por ser o único mocinho que nunca pega ninguém nos filmes. Quer dizer, pegar ele pega, mas pra matar. Como estou falando de virilidade da flecha do amor -como diria Shakespeare- o garanhão italiano não tem mandado bem. Nem parece que iniciou sua carreira fazendo filme pornô. Em compensação, nas flechas do ódio, Benza-Deus! - como diria minha avó. É disposição que não acaba mais: as flechas são tão viris que se auto-reproduzem, assim como os tiros das metralhadoras que Rambo usa. Não acabam nunca, parecendo até liquidação de loja de eletrodomésticos. Aliás, Rambo daria um bom rapaz-propaganda para o produto que ele oferece: “Quer matar quantos?”.

De outro lado, vemos Tom Hanks, também recheado como um peru no dia de Natal, só que de Botox ao invés de farofa. Ele dá vida ao Sr. Wilson.

Para aqueles que pensaram que uma bola de vôlei seria o rival ideal para Rambo, erraram. Apesar de que, pensando bem, se fosse num duelo verbal, a bola de basquete ganharia sem dificuldades.

Voltando ao raciocínio, estou falando de Charlie Wilson, o congressista texano que com inteligência e muita influência, fez mais pelos afegãos na Guerra Fria do que Sly em Rambo 3, somando-se um detalhe importante: a realidade!


No inteligente filme “Jogos do Poder”, do grande diretor Mike Nichols - aliás, um mestre em matéria de dirigir atores, pela sua vasta experiência teatral - Tom Hanks contracena com o brilhante Philip Seymour Hoffman e Julia Roberts, esta sem adjetivos.

Para quem curte uma boa história de guerra sobre gente que fez parte da história (sem trocadilhos), este é o filme ideal, mas pra quem curte filme de guerra onde a grande obra está na quantidade de cadáveres expostos, Rambotox é a melhor opção.

Antes de mais nada, quero deixar claro que apesar das brincadeiras óbvias, Sly é um de meus ídolos, pois seu carisma e inteligência são inegavelmente reconhecidos no cinema mundial. Rocky já virou clássico e Rambo seguiu a trilha!

Convidei-o para uma entrevista no Cinelândia, porém ele recusou. Azar dele, pois eu lhe entregaria em mãos alguns roteiros inéditos para possíveis continuações de seus filmes. E todos gravados aqui no Brasil! Bundalele geral....OBA! Não deveria, mas vou dar algumas dicas, mesmo sabendo que alguém ligado a Sly vai plagiar a idéia genial destes brilhantes roteiros:

DAYLIGHT RETURNS - Stallone tenta salvar um bando de motoboys encurralados dentro do Anhangabaú, em mais uma enchente de SP.

FALCÃO 2 - A dança da Galinha Azul - Para salvar seu filho das garras de um senador pedófilo, Stallone é obrigado a enfrentar um marketeiro político numa disputa acirrada em uma Rinha de Galos

O JUIZ 2 - Decisão nos Pênaltis - Sly encarna um juiz na difícil tarefa de apitar o “crássico” Flamenguinho X Tabajara FC

O ESPECIALISTA 2 – Aqui, Sly interpreta um ex-metalúrgico que vira chefe de uma nação e se torna um grande especialista na arte de se esquivar de escândalos envolvendo seu nome e de seus amigos. Sharon Stone não aceitou fazer o papel de primeira dama.

PARE SENÃO MAMÃE ATIRA DE NOVO – Sly interpreta um diretor em crise que ao ver as pessoas saindo na metade de seus filmes, pede a sua mãe homicida para trazê-los de volta: vivos ou mortos.

CALANGO & TRASH – Sly vira um ex-trapalhão que tenta ser engraçado num programa trash de televisão.

NUNO COBRA 2 – Uma frase resume o filme: “Picanha é a doença e eu sou a cura”

Pois é meus sete mágicos e pacientes leitores, como diria Xuxa em mais um clássico de Sullivan e Massadas: “Rambo, Rambo, ô ô ô ô, o importante da vitória é acreditar...” Sly acreditou sempre e venceu de novo. E que venham mais Rambos e mais filmes de Mike Nichols.

PUBLICADA NO JORNAL GUARULHOS HOJE DIAS 15 E 16 DE MARÇO DE 2008

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